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Lugar de Mulher é Onde Ela Quiser: apoio da família foi essencial para Defensora Silmara Borghelot

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A Defensoria Pública do Estado de Rondônia (DPE-RO) dedicou a semana inteira especialmente às mulheres, àquelas que têm múltiplos papéis e por isso se desdobram para atender as necessidades do trabalho, da casa, da família, os estudos e ainda encontram tempo para se cuidar. Apesar de toda a rotina, elas seguem seus caminhos com força e determinação, procurando fazer sempre o melhor.

Em continuidade à série “Lugar de Mulher é Onde Ela Quiser!”, idealizada em alusão ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, a Assessoria de Comunicação da DPE-RO conversou com a Defensora Pública Silmara Borghelot, atual presidente da Associação dos Membros da Defensoria Pública de Rondônia (Amdepro).

Silmara Borghelot revelou quais são suas principais inspirações e como consegue lidar com os desafios da função. “Ser Defensora Pública me faz ver, todos os dias, o quanto o mundo necessita de humanidade e é para isso que eu luto”, disse.

Carreira profissional

Apesar de vir de uma família sem tradição na área jurídica, Silmara Borghelot foi motivada a ser Defensora Pública após a leitura de muitos livros que remetiam à área, o que a fez se apaixonar pela profissão e por todas as possibilidades de transformação social que ela permite. Segundo ela, viu uma oportunidade de ajudar pessoas, lutar por direitos e combater injustiças.

No exercício do cargo, Silmara iniciou os trabalhos, em outubro de 2014, na capital do estado, em seguida, trilhou um período no município de Guajará-mirim e, em dezembro do mesmo ano, assumiu o Núcleo de Ouro Preto do Oeste, a qual se dedicou a atender 5 municípios abrangidos pela Comarca, atuando em toda área cível, criminal e de execução penal. “Foi uma experiência indescritível, que me fez aprender e evoluir muito, tanto profissionalmente quanto espiritualmente”, conta.

Com sua relevante desenvoltura à frente do Núcleo, incentivada pela família e pelos colegas da profissão, a Defensoria Pública se aventurou a presidir a Associação dos Membros da Defensoria Pública do Estado de Rondônia (Amdepro), em Porto Velho, na intenção de impulsionar sua luta pelos interesses da classe e da instituição.

“A carreira de Defensora Pública foi um presente do destino, pois sempre me dediquei a estudar e fazer concursos para a magistratura. Minha maior motivação foi o apoio oferecido por colegas e amigos que confiaram no meu trabalho”, afirma.

O sucesso da vida profissional se deve ao total apoio da família

Aos 42 anos, Silmara Borghelot é casada e tem três enteados: Paulo Roberto, de 34 anos; Job Henrique, de 26 anos; e Guilherme, com 22 anos. “Tenho um carinho imenso por eles”, assegura.

Mas a constituição da sua família não foi fácil. Ela revela: “Meu esposo sempre apoiou o meu crescimento. Morávamos em Brasília e deixei o cargo de advogada da Caixa Econômica Federal para vir morar em Rondônia. Ele precisou continuar morando lá em razão do cargo que ocupava, na capital. Moramos em locais distantes durante quase três anos. Esse foi o maior desafio na vida pessoal”.

O apoio do esposo, para que a Defensora Pública seguisse o sonho de defensorar, foi essencial para que ela se dedicasse ainda mais para o exercício da profissão. Desde julho de 2017, seu companheiro, Job da Silva Júnior, se mudou para Porto Velho, para acompanhar, ainda mais perto, o progresso da carreira de Silmara Borghelot. “Eles sempre torceram por mim! Minha família sempre me apoiou e acreditou que eu realizaria meus sonhos profissionais!”, comenta.

Silmara fala com muito orgulho também da sua mãe, que viveu em um ambiente quase totalmente machista, mas que nunca se deixou abalar por isso e conquistou sua independência. “Apesar de todos os fatores contra, minha mãe conquistou seu espaço, chegou a viajar sozinha para países distantes e sempre lutou pela igualdade. Sempre nos ensinou a não desistir. Ela foi fundamental para eu chegar onde estou”, relata com emoção.

Outra figura feminina que a inspira muito é sua amiga e juíza de Direito, Michiely Benedeti, que foi a pessoa que a incentivou, acompanhou e esteve ao seu lado durante o processo do concurso para a Defensoria Pública de Rondônia.

“Nós estudamos juntas na faculdade e ela sempre foi um exemplo para mim, sempre muito dedicada. Ela acreditou em mim quando decidi prestar o concurso para a DPE, porque eu pensava que não fosse passar, porque eu já tentava há alguns anos, e ela me deu maior apoio, sempre me encorajou”, enfatiza.

Os desafios da profissão

A Defensora Pública apontou que situações de machismo, em muitas vezes, são manifestadas de forma velada e até inconsciente. Ela comenta que as situações podem ocorrer com homens também, mas a mulher é o alvo principal.

“Já fui caracterizada como muito boazinha, ou muito inocente, devido à questão de ser mulher. Mas eu me posiciono com firmeza e tento quebrar esse paradigma da melhor maneira possível”, declara.

Silmara Borghelot finalizou dizendo que é de extrema importância que homens e mulheres reconheçam e respeitem as particularidades de cada um, apoiando sempre, também, a mulher a desempenhar papeis de destaque na sociedade.

Joomlart