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Reclamações de consumidores leva Defensoria a se reunir com Eletrobras

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Os defensores Sérgio Muniz e Marcus Edson durante reunião com a diretoria da Eletrobras

Os defensores Sérgio Muniz e Marcus Edson durante reunião com a diretoria da Eletrobras

Entre os meses de janeiro a maio deste ano, pelo menos 25 pessoas recorreram ao núcleo da cidadania da Defensoria Pública do Estado (DPE), que funciona no Shopping Cidadão, para resolver questões relacionadas, em sua maioria, à cobrança indevida da taxa de energia elétrica que vem sendo feita pela empresa Eletrobras.

Nesta quarta-feira (04), o coordenador do núcleo da cidadania, defensor público Sérgio Muniz, se reunirá, às 9 horas, com os diretores da Eletrobras, na sede da empresa, para conhecer o sistema de trabalho no que tange à leitura dos relógios e os procedimentos que estão sendo adotados para melhorar os serviços disponibilizados aos consumidores.

Esta é a segunda vez que a Defensoria e a Eletrobras se reúnem para discutir essa questão. Na última quarta – feira (27), na sede da DPE, os diretores fizeram uma explanação pormenorizada para os defensores públicos Sérgio Muniz e Marcus Edson de Lima, sobre as mudanças que estão sendo realizadas pela empresa de energia.

As mudanças, segundo os diretores, incluem a troca dos relógios analógicos para os digitais, o sistema do call Center (que está também entre os itens com maior índice de reclamações) e o atendimento extra implantado aos sábados pela manhã, que funcionará por tempo determinado.

Contas

A assistente da diretoria comercial, Antônia Ferraz, afirmou que nos meses de março, abril e maio o valor da maior parte das contas foi feita pela média dos últimos 12 meses em virtude dos leituristas da empresa contratada para substituir os Correios ainda não estarem treinados. Ela reconheceu que, por conta disso, pode ter havido, em alguns casos, alteração no valor da conta, mas garantiu que nas próximas leituras voltará ao normal.

O problema dos leituristas, ainda segundo ela, afetou também a entrega das contas na data prevista. Devido a esses problemas, a assessora afirmou que os consumidores residenciais que não pagaram a conta referente a esses três meses dentro do prazo determinado, não tiveram o fornecimento bloqueado e o nome não foi incluso na Serasa – essa medida foi estendida até o final de junho.

Relógio

O gerente do departamento de medição e fiscalização, Ailton Rodrigues dos Santos, explicou também que a mudança do relógio analógico para o digital afeta, de certa maneira, o valor da conta de energia de alguns consumidores. Isso pode ocorrer devido a uso de eletrodomésticos antigos, que contribuem para um maior consumo, assim como fiação elétrica residencial velha.

 Mas, de acordo com ele, os consumidores que fraudam o sistema analógico são os que mais sentem a mudança no valor da conta após a troca do relógio.Ailton explicou que o aparelho analógico, quando retirado, é enviado para análise técnica em São Paulo para averiguar se houve alguma alteração enquanto estava sendo utilizado na residência.


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