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Candeias: algumas avós pedem guarda dos netos interessadas no bolsa família

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Normando Gaião defende maior investimento do poder público na capacitação das adolescentes

Normando Gaião defende maior investimento do poder público na capacitação das adolescentes

Pelo menos no Candeias do Jamari, vem aumentando o número de avós que buscam efetivar a guarda dos netos, abandonados pelas mães, visando, inclusive, os recursos do bolsa família. Essas crianças, em sua maioria, são filhos de jovens e adolescentes envolvidas com drogas lícita/ilícita e prostituição, cujo número é consideravelmente alto no Candeias, de acordo com dados da Defensoria Pública do Estado (DPE-RO).

Em 2012, o Núcleo da DPE naquele município atendeu uma média de 30 casos de avós interessadas em assumir a responsabilidade sobre os netos. “Porém, algumas delas desistem após explicarmos quais as obrigações que terão caso assumam legalmente o menor, deixando claro que estão com interesse unicamente no dinheiro”, declarou o assistente jurídico cedido à DPE, Antônio Normando Gaião.

Normando cita o caso de uma avó que pediu apoio da Defensoria Pública para conseguir a guarda dos seis netos, mas voltou atrás em sua decisão ao tomar conhecimento das obrigações que teria para com os menores. “Elas acreditam erroneamente que a Justiça legalizará a situação, sem exigir nada”, observou.

Paternidade

Muitas dessas jovens envolvidas com a prostituição e com as drogas engravidam e não sabem nem mesmo quem é o pai. Ano passado, uma garota de apenas 12 anos recorreu à DPE para fazer investigação de paternidade para saber quem era o genitor do seu filho, pois tinha dúvida entre dois jovens com os quais tinha se envolvido. De acordo com Normando Gaião, há casos de adolescentes de 16 anos que já possui três filhos.

Ano passado, só na Casa Lar, existiam 15 crianças abandonados pelos pais à espera de adoção. Essa instituição acolhe os menores do Candeias do Jamari que vivem em situações de risco, incluindo os abandonados pelos pais.

Na opinião do assistente jurídico, para evitar que essas mães engravidem e depois abandonem os filhos, é preciso que haja maior envolvimento por parte do poder público no que tange ao atendimento psicossocial e geração de emprego e renda. “Muitas delas vivem na pobreza extrema e, por falta de opção, acreditam que a prostituição e as drogas são osúnicos meios de sobrevivência”, observou.


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