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Defensoria acompanha processos de 43 áreas de conflitos agrários

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A ouvidoria agrária nacional doou uma caminhonete para ser usada pelo Núcleo Agrário da DPE, sob a coordenação do defensor João Verde França Pereira.

A ouvidoria agrária nacional doou uma caminhonete para ser usada pelo Núcleo Agrário da DPE, sob a coordenação do defensor João Verde França Pereira.

Existem, atualmente, 43 áreas de conflitos agrários em Rondônia, cujos processos administrativos ou judiciais em andamento são acompanhados pela Defensoria Pública de Rondônia (DPE-RO), por meio do Núcleo da Defensoria Pública Agrária. Os municípios com maior número de acampamentos e consequentemente de processos são Vilhena, Parecis e Chupinguaia, respectivamente.

No inicio desde deste mês, foi realizada, na sede da Prefeitura Municipal de Vilhena, reunião para discutir as questões agrárias do Estado de Rondônia, com a participação da Defensoria Pública, do ouvidor agrário nacional e presidente da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, desembargador Gercino José da Silva Filho, de representantes do Incra e do Programa Federal Terra Legal, da Fetagro e dos líderes das associações rurais que representam as milhares de famílias de trabalhadores rurais sem terra.

Este mês, a Defensoria Pública recebeu da Ouvidoria Agrária Nacional uma caminhonete para que os trabalhos no setor agrário em Rondônia sejam intensificados. A administração superior da DPE criou o Núcleo Agrário, sediado em Ji-Paraná, e designou o defensor público João Verde para atuar nessa área, conjuntamente e sem prejuízo de suas atribuições regulares na Comarca de Ji-Paraná.

João Verde declarou que é preciso que o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) seja mais efetivo ao adotar medidas para resolver os conflitos agrários no estado. Além disso, ele ressalta a necessidade de a Defensoria Pública da União (DPU) designar um de seus membros para autuar também na questão agrária, posto que existem muitos processos em curso na Justiça Federal que tratam de conflitos agrários, cuja atribuição é da DPU.

O defensor público pontuou, ainda, a necessidade de o programa Terra Legal ser mais incisivo na questão da regularização fundiária. O Terra Legal, segundo ele, foi criado em 2009 com o objetivo de agilizar os processo de regularização fundiária em Rondônia e nos demais estados da Região Norte, mas isso vem ocorrendo de forma lenta, não atendendo às necessidades daqueles que precisam da terra para sobreviver.

Ano passado, durante reunião da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, na sede do Incra, o ouvidor agrário nacional afirmou que “irá acabar com a ilegalidade na área rural em Rondônia”. De acordo com ele, quem cometer esses atos, sofrerá as consequências legais.

Acampamentos

Alta Floresta –  acampamento Betinho – 30 famílias cadastradas

União Bandeirantes – 209 famílias cadastradas

Cujubim/Machadinho – acampamento Sol Nascente – 300 famílias cadastradas

Ariquemes – acampamento São João – 40 famílias cadastradas

Seringueiras – ocupação – área do aeroporto – 46 famílias cadastradas

Zona rural do Candeias do Jamari – ocupação linha do Caju/Área Eva Wilma – 40 famílias

Theobroma – 02 acampamentos – 40 famílias cadastradas

Alto Alegre dos Parecis – 02 acampamentos – acampamento Che Guevara e E. Rodrigues – 101 famílias e 96 no segundo

Chupinguaia -08 acampamentos – totalizando 456 famílias

Espigão do Oeste – 04 acampamentos – 136 famílias

Parecis – 16 acampamentos – 604 famílias

Pimenta Bueno – 04 acampamentos – 119 famílias

Vilhena – Chupinguia/ Pimenta Bueno – 16 acampamentos – 3.641 famílias.

Espigão do Oeste – existe processo, mas os dados não estão atualizados

 


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