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Rede cobrará orçamento especifico para mulheres vítimas de violência doméstica

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A reunião do grupo ocorreu no auditírio da DPE

A reunião do grupo ocorreu no auditírio da DPE

A Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher vai fiscalizar e discutir o orçamento estadual e municipal destinado às políticas públicas para essa área.  Nesta segunda-feira, 11, ocorreu a primeira reunião do subgrupo da Rede, no auditório da Defensoria Pública do Estado (DPE-RO), para verificar como esse trabalho será executado.

No levantamento inicial realizado pela Rede foi constado, segundo o defensor público Guilherme Ornelas, coordenador do Núcleo Maria da Penha da Defensoria Pública – RO, que o Estado não possui orçamento  específico para investir em ações exclusivamente para as mulheres.

“Já o Município dispõe de algumas medidas nesse sentido, especialmente para atender a questão de gênero, mesmo assim não têm sido aplicadas a contento”, destacou o defensor público.

Guilherme Ornelas afirmou ainda que é necessário que o Legislativo, o Governo e o Município destinem recursos específicos para que os projetos em benefício da mulher vítima de violência doméstica sejam executados. “Sem verba, ficaremos apenas nas discussões, impossibilitados de concretizarmos as ações”, declarou.

Representantes dos órgaos que compõe a Rede

Representantes dos órgaos que compõe a Rede

A psicóloga  do Juizado de Violência Doméstica, Mariângela Onofre, explicou que o atendimento no abrigo está ocorrendo dentro do esperado. “Porém, existem mulheres que não querem ou não precisam ir  para a casa  abrigo, por isso faz-se necessário disponibilizarmos  uma assistência mínima para elas -o  problema é que por mais que busquemos esse apoio, não conseguimos”, desabafou.

Para Guilherme Ornelas, não há dúvida de que o Governo, o Município e o Legislativo  são solidários à causa da mulher, mas é preciso que a Rede leve propostas concretas para serem incluídas no orçamento. “Com certeza as sugestões serão bem acolhidas pelos gestores públicos”, frisou.

Ornelas voltou a afirmar que a política pública para a mulher não pode limitar-se apenas a cobrança para que a Delegacia da Mulher funcione 24 horas.

A Rede é composta por mais de 20 órgãos e entidades

A Rede é composta por mais de 20 órgãos e entida

“A questão é bem mais abrangente e exige investimentos para que a mulher seja contemplada verdadeiramente com projetos que a leve a uma independência econômica, do contrário ela não conseguirá se libertar do ciclo de violência imposto pelo companheiro”, concluiu.


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