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Vilhena: Defensoria interfere e liberta trabalhador preso indevidamente

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O rapaz, na foto com a mãe, agradeceu a Defensoria Pública pelo empenho

O rapaz, na foto com a mãe, agradeceu a Defensoria Pública pelo empenho

“Agradeço imensamente a interferência e todo o apoio recebido por parte da Defensoria Pública, sem ela certamente ainda estaria preso, mesmo afirmando que era inocente”, declarou o analista de produção do frigorífico JBS, Rafael de Freitas Martins, 26 anos, preso indevidamente no sábado,06/05, no Município de Vilhena, a 700 KM da capital Porto Velho. Ele ficou detido por cinco dias.

Rafael é de Goiânia – ele trabalha no frigorífico desde 2013. O rapaz foi transferido pela empresa para atuar  em Vilhena e encontrava-se na cidade com o objetivo de alugar uma residência para acomodar a família.

Ele foi preso durante uma blizt da Polícia Militar. Rafael teve seu nome vinculado a Rafael Dias Matos, foragido da Justiça, suspeito de latrocínio e tráfico de drogas, cujo mandado de prisão foi expedido pela comarca de Porto Velho.

O defensor público George Barreto Filho, após ouvir o relato do trabalhador durante a audiência de custódia, determinou a sua assessora Débora Cristina Dutra, que averiguasse a situação. “De imediato vimos que o nome do pai e da mãe de Rafael Freitas Martins era diferente do que constava nos dados do foragido”, declarou Débora.

O defensor público George Barreto Filho ouviu Rafael de Freitas Martins durante audiência de custódia

O defensor público George Barreto Filho ouviu Rafael de Freitas Martins durante audiência de custódia

A confirmação veio após a Defensoria Pública entrar em contato com a Vara de Execuções Penais (Vepe) em Porto Velho solicitando maiores detalhes sobre o caso, constatando de imediato que houve um erro na digitação do nome do foragido – em lugar do sobrenome Mattos (foragido) foi escrito Martins (trabalhador).

De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça (TJ-RO), o que ocasionou toda a confusão foi um erro ao digitar o nome do foragido. No mandado de prisão emitido no ano de 2015, ao invés do servidor do Judiciário digitar “Rafael Freitas de Mattos”, escreveu “Rafael Freitas Martins”. O crime foi cometido em Porto Velho.

Rafael de Freitas Martins relatou que ao ser preso tentou argumentar de todas as formas de que era um engano, que nunca tinha morado em Porto Velho, mas não adiantou, os policiais o algemaram e levaram à delegacia. Segundo ele, ao falar com o juiz e explicar o caso, o magistrado e o promotor riram dele, afirmando que todos que se encontravam ali se diziam inocentes.

Ascom DPE, com apoio inforondonia.com.br


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