Para melhorar a sua experiência na plataforma e prover serviços personalizados, utilizamos cookies. Ao aceitar, você terá acesso a todas as funcionalidades do site. Se clicar em "Rejeitar Cookies", os cookies que não forem estritamente necessários serão desativados. Para escolher quais quer autorizar, clique em "Gerenciar cookies". Saiba mais em nossa Declaração de Cookies.

Pular para conteúdo principal

DPE-RO participa de apresentação sobre o método APAC em Ji-Paraná

Publicado em:

Reeducando interno da APAC trabalhando no Centro de Ressocialização.

Reeducando interno da APAC trabalhando no Centro de Ressocialização.

A Defensoria Pública de Rondônia (DPE-RO) e o Ministério Público do estado (MP-RO) realizaram, na última semana, uma apresentação explicativa sobre a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) aos vereadores da Câmara Municipal de Ji-Paraná, com objetivo de angariar apoio para a instalação do prédio da associação.

Estiveram presentes na ocasião, os defensores públicos Gilberto Leite Campelo e João Verde França, além da promotora de justiça Eiko Vieira Araki, e o juiz da vara de execução penal de Ji-Paraná Edewaldo Fantini Junior.

Dados positivos em Ji-Paraná

Atuante há quase dois anos em Ji-Paraná, a APAC divulgou, no ano passado, um balanço positivo na ressocialização de reeducandos do sistema prisional. De acordo com a pesquisa realizada, a taxa de reincidência de reeducandos atendidos pela associação é de 10%, frente aos 70% do sistema prisional tradicional.

“A APAC em Ji-Paraná iniciou-se com os esforços da promotora Eiko, com o apoio do poder judiciário, da defensoria pública e de voluntários. O projeto, nesse contexto de crise do sistema carcerário atual, ganha maior importância, principalmente em razão da forma como se dá o cumprimento da pena, levando à sua humanização”, comenta o defensor público Gilberto Campelo titular da vara de execução penal de Ji-Paraná. “Vale salientar que a experiência do projeto mostra que a APAC contribuiu para a diminuição da reincidência e para a redução de custos financeiros com os presos”. O defensor público ressalta ainda que a APAC está juridicamente instituída no município. “Com a instalação do prédio da associação essa passará a ser a primeira unidade física da região norte do país”.

Associação existe desde 1972

Amparada pelo Constituição Federal para atuar nos presididos, a APAC é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que visa à recuperação e integração social de apenados em privação de liberdade. O método foi idealizado pelo advogado e jornalista Mário Ottoboni em 1972, e hoje funciona em âmbito nacional e no exterior (cerca de 100 unidades), com sede instalada no município de Itaúna, interior de Minas Gerais.

Para o método “apaqueano”, todo ser humano é recuperável, desde que haja um tratamento adequado. As unidades trabalham com assistência jurídica, médica e psicológica. Os apenados frequentam cursos supletivos e profissionais, e oficinas profissionalizantes instaladas dentro dos Centros de Reintegração. A escolta é realizada pelos próprios voluntários do projeto.


Compartilhar