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Dia 10 de setembro: Dia mundial da prevenção do suicídio

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Desde 2015, a campanha brasileira de prevenção ao suicídio “setembro amarelo” busca conscientizar e informar a população por meio de eventos e ações que promovem debates sobre o tema. O Brasil figura como 8º lugar entre os países com a maior taxa de suicídios; a cada 45 minutos, um brasileiro interrompe a própria vida.

Pensando nisso, a Defensoria Pública do Estado de Rondônia preparou uma matéria, juntamente com a psicóloga da instituição Sarah Nachiro, sobre os comportamentos dos indivíduos que funcionam como sinais de alerta sobre prováveis suicídios.

Sinais de Alerta

Ambivalência: diz respeito ao pensamento: “quero eliminar esta dor, mas ainda tenho desejo de viver”. Mesmo havendo pensamentos de morte, há pequena esperança no viver. E por mais minúsculo que seja este desejo ele pode ser fundamental! Será um dos fatores que irá possibilitar a prevenção do ato suicida; se for dado um apoio emocional este desejo de viver pode aumentar, diminuindo o risco de suicídio. Vale ressaltar que é essencial buscar apoio com profissional qualificado!

Outra característica é a rigidez/constrição. É aquela sensação de tudo ou nada; o indivíduo acredita que a única solução para o seu conflito é a morte e não consegue de maneira individual traçar outros caminhos de resolutividade para o seu problema. A consciência funciona de maneira dicotômica e o suicídio passa a ser a única maneira de solução de eliminar a dor sentida.

A impulsividade também é uma característica comum nestas pessoas. O ato da tentativa de suicídio pode ocorrer em um momento de impulso que foi alimentado por situações negativas do dia-a-dia, assim, é essencial manter o indivíduo em supervisão até o impulso cessar.

Além de tais comportamentos, por vezes o sujeito começa a expressar as ideias e intenções suicidas, comenta sobre o desejo de morrer por vezes disfarçado em fases como: “eu queria nunca mais acordar”; “não encontro mais nenhuma solução para mim”, “eu vou sumir e deixar vocês em paz”. Neste sentido, há um mito existente: “a pessoa quando quer se matar não anuncia”, no entanto, tal frase é enganosa, pois o anúncio do suicídio comumente ocorre e se mostra como um pedido de socorro muitas vezes mal interpretado. Também pode ocorrer o isolacionismo. O indivíduo não atende telefonemas, fica a maior parte do tempo em casa, cancela atividades anteriormente agendadas, perdendo o interesse em atividades que geralmente lhe geravam prazer.

E como ajudar?

Existem algumas formas de ajudar pessoas com ideações/comportamentos suicidas:

Tenha uma escuta sem julgamentos! Procure um lugar calmo para possibilitar que a pessoa fale, e procure não fazer interrupções. Aqui, é importante ressaltar que a única escuta qualificada nestes casos é de um profissional em saúde mental. Motivar uma pessoa a procurar ajuda profissional é o melhor a se fazer, até porque existem níveis de risco de suicídio e apenas um profissional especializado poderá definir a melhor abordagem a ser utilizada. Se ofereça para acompanhá-la!

Se verificado perigo imediato, evite de deixá-la desacompanhada, consulte familiares e amigos que entendam a gravidade da situação e possam fazer companhia.

Vale frisar que tão importante quanto saber o que fazer nestes casos, é saber o que não fazer! Não condene ou julgue uma pessoa sob risco de suicídio. Falas como “você pensou em se matar por causa disso? ” “Isso é falta de Deus no seu coração” “pare de frescura” podem piorar ainda mais a situação e elevar o risco de suicídio.

Centro de Valorização da Vida

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. O contato pode ser realizado por telefone – Disque 188, e-mail e chat – www.cvv.org.br (24h por dia).

Também é possível buscar ajuda nos serviços de saúde: CAPS e Unidades de Saúde. Em casos de emergência acionar SAMU (192), UPA, Pronto Socorro e Hospitais.


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