
O Núcleo de Jaru da Defensoria Pública do Estado de Rondônia recebeu, temporariamente, o Banco Vermelho, símbolo de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, cedido pela Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de Jaru.
A presença do banco na sede da Defensoria integra uma ação de sensibilização destinada a chamar a atenção da sociedade para a violência doméstica, o feminicídio e a importância da atuação conjunta das instituições que compõem a rede de proteção às mulheres.
Mais que uma peça de mobiliário, o objeto constitui uma intervenção simbólica. Sua cor remete às mulheres vítimas da violência, enquanto o assento vazio convida à reflexão sobre as vidas interrompidas pelo feminicídio e sobre a necessidade de romper o silêncio que muitas vezes acompanha a violência doméstica.
A iniciativa do Banco Vermelho foi incorporada às ações nacionais de conscientização pelo fim da violência contra a mulher pela Lei Federal nº 14.942/2024, que prevê a utilização de bancos vermelhos em espaços públicos e locais de circulação de pessoas, acompanhados de informações sobre prevenção, proteção e canais de denúncia.

Em Jaru, a mobilização é conduzida pela Procuradoria Especial da Mulher, fortalecendo as ações desenvolvidas conjuntamente com instituições e entidades locais na promoção dos direitos das mulheres e no enfrentamento à violência de gênero.
A passagem temporária do Banco Vermelho pelo Núcleo da Defensoria Pública reforça também a importância da atuação em rede. A DPE-RO presta assistência jurídica integral e gratuita às mulheres em situação de vulnerabilidade e atua na orientação, proteção e defesa de direitos de vítimas de violência doméstica e familiar.
Para o defensor público e coordenador do Núcleo de Jaru, Lucas do Couto Santana, a presença simbólica do banco também representa um chamado à responsabilidade coletiva: “ O Banco Vermelho nos lembra que a violência contra a mulher não é uma questão privada, mas um problema que exige resposta de toda a sociedade e atuação articulada das instituições. Ao recebê-lo temporariamente na Defensoria Pública, queremos que cada pessoa que passe por este espaço compreenda que o silêncio também precisa ser rompido. A mulher em situação de violência precisa saber que existe uma rede de proteção e que não está sozinha na busca por seus direitos”, destacou.
