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Ressocialização: espetáculo “O Topo do Mundo” em cartaz de quinta a sábado

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Com produção de alto nível, os apenados levam ao público o abandono, dores e perdas sofridas por eles desde a infância

O espetáculo “O Topo do Mundo”, encenado por 21 presos que cumprem pena no presídio Vale Guaporé,está em cartaz de quinta a sábado no Teatro do Sest/Senat, na BR 364, sentido Ariquemes. Será cobrado um quilo de alimento não perecível na entrada.

Na quinta e sexta-feira, a apresentação inicia às 19:30. Nesses dois dias a peça é destinada aos estudantes de colégios e faculdades. No sábado, o espetáculo é aberto à comunidade, com horário previsto para as 20 horas. É proibida a entrada aos menores de 14 anos.

O grupo é formado por 21 presos, que atuam em “O Topo do Mundo” no sistema de revezamento, com 11 deles participando em cada uma das apresentações. A peça é dirigida por Marcelo Felici, o mesmo diretor do espetáculo “Bizarrus”, também encenado por apenados.

“O Topo do Mundo” aborda as amarras internas que dominam o ser humano, com toda a sua carga de emoções positivas e negativas, usando o eneagrama como ferramenta de alto conhecimento, passando pelos nove pecados capitais: ira, orgulho, vaidade, inveja, avareza, medo, gula, luxúria e preguiça.

“A intenção é mostrar o trajeto de um ser humano até a prática do delito”, afirmou o diretor, explicando a diferença da peça “O Topo do Mundo” em relação ao Bizzarus, que trabalhava as consequências reais de um ato.

Os atores se prepararam durante um ano para encenarem a peça.  Além dos ensaios, eles participaram de trabalho terapêutico, corporal e psicológico. “Esse trabalho foi profundo, envolvendo, em sua maioria, abandono, perdas e dores sofridas pelos apenados desde a infância”, declarou a terapeuta Geovana Rodrigues, responsável pelo processo de terapia pelo qual passaram os presos.

Essa carga pesada de sentimentos, segundo ela,  geralmente está relacionada com os pais. A terapeuta também participa da peça. É a única mulher a integrar o grupo. “O Topo do Mundo” a exemplo da “Bizarrus” trabalha com a ressocialização dos presos.

A terapeuta Geovana Rodrigues é a única mulher a participar do espetáculo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos gentilmente cedidas pela direção da peça

 


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